Há um sopro que não sabemos nomear
mas que nos atravessa desde o início.
Não se ouve com os ouvidos
mas vibra no sopro escondido da origem,
nos sonhos que não entendemos
e nas perguntas que nos queimam os olhos.
Somos tempo e poeira,
mas também a escuta do que pulsa para lá do tempo,
na pele onde o invisível respira.
Talvez o universo se lembre de si em nós
e cada pensamento seja um eco de estrelas
que ainda não nasceram.
Há uma sincronia secreta entre o que somos
e o que o cosmos sussurra,
como se o saber de tudo
fosse uma flor que desabrocha em silêncio
dentro de cada ser.
Levaremos uma eternidade
a recordar o que já é nosso,
mas cada passo, cada gesto
é já o caminho de volta.
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