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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nasci...


Nasci,
para revoltar-me;
não ser por mim,
mas em todos,
bem arejado
e por Logos,
e enquanto me aconteço
e acredito.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sempre à sombra...

Sempre à Sombra,
e o seu imenso pesar.
Poderia também ter
sossego,
e fugir,
mas não tenho tempo;
não posso parar
e ficar por aqui,
como se merecesse.

A Luz,
trabalha-se,
para que se aviste.

Não há iluminados.
Há os que iluminam.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O risco

Não há como minimizar o risco,
perante o que ainda se tem a viver,
mas sim agarrar as armas
que fomos construindo
para que pacientemente
nos consigamos transcender.

Para quê fugir do abismo
se é necessário conhecer a morte,
para que ainda nos seja possível mais primavera?

Em cada batalha,
o grande adversário está em nós.
Os outros são meros figurantes
que fabricamos para nos confundir
ao fim que mais importa vencer.

Amo-te...

Amo-te
e quero-te
sempre bem
e de mim, 
e distante,
para que não mais se fira
tão nobre sentimento.

O Amor, 
jamais morrerá!

Quebram-se 
hábitos...

Poucos são...

Poucos são os que crescem
e têm coragem
de se confrontar
e vencer,
para que se cumpram…
A maioria perde-se
com o olhar
e na cobiça...
Negando-se ao tempo,
que é tão pouco,
quando tanto há por fazer.

Há deuses

Há deuses no céu
de nossas cabeças,
que teimam em nos cansar,
por tanto crermos
que nos sejam servis;
por causas banais
ao que ficámos presos…
Quando há um universo
de tanta coisa por descobrir
e gente de corpo e alma
para (nos) abraçar
e outro(s) deus(es) a louvar
na liberdade de todo o possível.

Cada um de nós é parte do mundo,
mas não é (o) mundo.

domingo, 25 de agosto de 2013

O sonho de se fazer


Deverei ser arrogante
para com o hipócrita
ou me confinar ao silêncio
para que seja igualmente falso?

Nada pior do que fingir perfeição
em Terra de aprendiz,
como se houvesse essa glória,
sem que se seja antes e toda a vida mortal.

O sonho de se fazer,
nada tem a ver com a ilusão do que se é,
porque não há verdade para a existência.
Só o tempo ditará a importância do que se foi,
por tudo o que se causou.

Deve pesar-nos a responsabilidade do futuro
e não os erros que nos ensinaram a chegar até aqui.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ainda é tempo

Não se herda a pobreza,
cresce-se de cegueira,
sofre-se submisso à culpa,
respeita-se em contrariedade,
a arrogância do preconceito,
sonha-se a dormir,
corre-se de pé,
luta-se com medo,
estimula-se o amador,
nega-se a aventura,
silencia-se o desejo,
foge-se do amor.

Cobre-se de negro
o espelho que reflicta
a coragem da alma,
habita-se na solidão
de um metro quadrado
e morre-se rodeado de gente,
no arrependimento
de nunca se ter vivido.

Impera a inteligência do Espírito,
ainda é tempo de abundância,
na riqueza de ser feliz,
diferente,
Eu.


João Jacinto
in (Re)cantos da Lua

Criar

Criar é uma forma de amar,
de dar e ser possuído.
É a explosão que vem do nada,
a divisão infinita das ideias
na multiplicidade de todos os sentidos.
É a fantasia da alma sofrida,
marcada pela realidade da carne.
É o entendimento do espaço no tempo,
na sensibilidade compactada de vontade sem limite.
É a força espontânea
da incontrolada angústia de viver.
É a transparência da semelhança
que nos sobrepõe.
É o envelhecimento do espelho,
quando mais nada resta de nós.

E Deus
criou o homem à sua imagem,
para que ele criasse a sua própria vida.



João Jacinto
in (Re)cantos da Lua

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Defendei-vos

Defendei-vos
dos encantadores de almas,
que vendem
a espiritualidade ao quilo;
merceeiros de promessas,
agoureiros de futilidades...

Do peneireiro,
no anagogismo do Verbo.

Não vos deixeis enganar
pela vã solidão.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Maria Albertina Natividade da Purificação

Maria Albertina foi uma personagem radiofónica criada nos anos 80 e também apresentada por Maria Marques Jacinto, num programa semanal, ao domingo de manhã, intitulado “As Crónicas De Bem E De Mal Dizer”, na então, Rádio Impacto. Durante o período em que o programa esteve no ar, a verdadeira identidade da autora, foi ocultada, permitindo, que a personagem ganhasse mais vida, maior relevo, proporcionando assim, mistério e curiosidade nos ouvintes.
Atualmente, a personagem tem sido trabalhada, para se expressar não somente como “cronista e conselheira social” de forma critica, satírica e mordaz, como também poetisa, a “Poetisa do Povo”, abordando temas não só referentes às tradições e cultura montijenses, como também abrangendo assuntos de âmbito nacional.

A Maria Albertina, atingiu maturidade e está agora, estruturada, para se poder apresentar em forma de espetáculo “revisteiro”, em festas e romarias, teatros, café-concerto, bares, podendo, igualmente abrilhantar festas de aniversário, de empresas, despedidas de solteiro, casamentos, etc…, atuando, com (ou sem) a participação de outros artistas: cantores, fadistas ou músicos.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Não há...

Não há nada mais plangente,
do que, o que é triste
disfarçar-se de júbilo.

Não há nada mais humilhoso,
do que invejar
o que nunca em si será.

Não há nada mais nefasto
do que, ter no querer a imodéstia
e se inventar de virtudes.

Não há nada mais nada
do que, poder ser tudo
e não se saber em si,
mas antes se crer por outros.


domingo, 24 de março de 2013

Um só Rei



Muitos Céus,
uma só Terra.
Muita vida,
poucos reinos.
Muitos homens,
um único Povo.
Muitas culturas,
um só Rei.

E ainda muitos enigmas
para o tempo,
a morte
e o fim.

E a Acácia do primus Jardim,
ainda está florescida .



João Marques Jacinto
in O(s) Poeta(s) Renascido(s)
imagem/Leão de Judah