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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O CORVO de Edgar Allan Poe | ópera de câmara





E haverá sempre um Eu…

Os que se encontram a sul
Prendem-me ao que já não serei.
Os que ocorrem a norte
Constam desta metamorfose,
Que flui, até onde tiver de chegar,
Enquanto ao centro do Todo
Cingido pela esfera dos deuses
Sofro o equilíbrio do sem tempo,
Ao eterno caminho do agora.
E um rio são meus pés,
E a glória um rochedo que me pesa ao alto.
E haverá sempre um Eu à minha espera,
Fazendo-se passar por outro(s)…
E o primeiro choro é o da criança
E o derradeiro, é o do saber, em silêncio,
Por o que se provou
E do que ficou por haver...


E os Nodos trespassam a alma
Apontando o sentido da digna fortuna.