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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

No caos de uma maré vasta

No caos de uma maré vasta
Se afundam sonhos de tantos
E na loucura da corrente
Se quebram portos de iludida seguridade
E há ventos que cruzam a dor para salvar
Na força da liderança inequívoca
Sóis de palavras impelem ao renascimento do Verbo
Que se diluiu na esperança de quem idolatrou

Horas de espanto pela incerteza do tempo que de muitos se fez espera
Sem que o sossego habitasse na procura
Se apagam no infinitesimal da eterna noite

E no fim de cada escada se abre portas de ruas
E nas falésias de cada olhar há praias de descobrir
Nuvens por abraçar
Almas de pássaros para que se destinem asas aos voos da equidade
Sorrisos no canto florescendo em êxtase como borboletas tocando a flor
De vozes que vibram da mais ínfima estrela brilhando
Do universo de cada ser
E um rio nasce nas profundezas dos alicerces
E cinge o céu
Alimento de sentidos caminhos
Colore as margens até à razão
Reflexo de rostos proibidos
Memórias exasperadas
Caindo na foz presente
De todo o sempre
O caminho manifesta-se nas veias de quem corre
E um coração se agita alquimicamente no desejo de se completar
E o amor é a mais valedoura virtude por definir
E o saber escolhe quem ensinar
E a morte é o fim mais singelo
No caos de uma maré vasta
Há sempre um chão a plantar
Um Eu viçoso a contemplar
A manhã da diferença por assumir
João Jacinto

Hoje...

Hoje, os deuses descansam,
depois de tanto porfiar.
Amanhã, serão de novo estimulados,
pela incerteza dos ventos,
à disputa pelo avito de toda a simbolização do poder.
E as crenças vestir-se-ão de homens
E os homens acreditar-se-ão como deuses.
João Jacinto

Saint Louis

Saint Louis,
que mais nos irá afligir?
E assim deveríamos, até lá,
estar bem despertos,
ao dia em que partiste
já em território da rainha virgem...
Neste instante, se pressente a inquietação vinda da Sombra,
que agitará os mares da (des)ilusão
em conflito com uma espada
que fará de flecha do grande arco
para que se mate em Tempo;
desvaste ideologias e exacerbadas crenças,
instigue a novas estruturas...
E nuvens de pássaros apagarão a dona da noite,
com seus voos de fogo
e cada vez mais sumidas ficarão as estrelas
da mais recente constelação...
E por entre tantas incertezas
dos rios em saber seus leitos
a corrupta luxaria sofrerá enxurradas
e perderá mais uma de suas empedrenidas personas
no lodo que ela própria gerou;
afundando-se sem que se aviste
a mais quimérica barca de fictícia fortuna.
João Jacinto

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cantar com Amigis IV - Grupo Coral do Montijo























O Grupo Coral Do Montijo apresenta um encontro para celebrar a amizade com a participação de diversos amigos:
Escola danças de salão Dance2you da professora Angelique Pires, Acordeão com o Prof. Marlon da Escola de Artes Sinfonias & Eventos, Prece Mintiera, Ti Maria Albertina, Combo tradicional “Sinfonias e Tradições” da Escola de Artes Sinfonias & Eventos, Vânia Fernandes e Luis Sousa

sábado, 26 de março de 2016

Um Homem na Cidade



Comemorações do Dia Mundial da Poesia - 19 Mar. 2016
Respirar Poesia IV edição - Montijo (Galeria Municipal)
Voz - João Jacinto
Guitarra - Prof. Filipe Silva (Sinfonia E Eventos)

Poema - José Carlos Ary dos Santos
Música - José Luís Tinoco

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Companhia Mascarenhas-Martins | Toda a Gente e Ninguém



TODA A GENTE E NINGUÉM

O espectáculo de estreia da Companhia Mascarenhas-Martins parte de um texto original sobre o quotidiano. No decorrer de um dia, seis personagens debatem-se com os desafios colocados pela vida contemporânea. Enquanto uns se resignam, outros tentam identificar os problemas. Uns mandam, outros obedecem. Conhecem-se, aproximam-se, afastam-se.

Cada dia é diferente para toda a gente.
Nunca nada muda para ninguém.


Interpretação João Jacinto Maria Mascarenhas
Encenação Levi Martins
Cenografia, luz e figurinos Adelino Lourenço
Música original André Reis
Piano Inês Monteiro Pires
Construção de cenário Valter Reis e Rui Elias,Canivete Sim Sim
Execução de figurinos Graça Silva

Produção Susana Bordeira e Isa Viegas
Comunicação Tiago Alves de Matos
Design Duarte Crispim
Fotografia Eduardo Martins

3 a 5 de Março de 2016
Cinema-Teatro Joaquim d'Almeida, Montijo
M/12 | 60 mins.

Bilhetes 

6€ (normal)
4€ (grupos de 10 ou + pessoas; 65+; estudantes; profissionais do espectáculo; cartão de amigo CTJA)

Bilheteira CTJA

212 327 882 (Terça a Sábado das 16h30 às 21h30)

Companhia Mascarenhas-Martins

companhiamascarenhasmartins@gmail.com

Os bilhetes reservados através do CTJA terão de ser levantados até 24h antes do espectáculo. Através da Companhia até 1h antes da sessão.

Apoio Câmara Municipal de MontijoJunta de Freguesia da União das Freguesias de Montijo e AfonsoeiroClube Desportivo Cultural e Recreativo "Os Unidos"Conservatório Regional de Artes do MontijoExpocertame

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O CORVO de Edgar Allan Poe | ópera de câmara





E haverá sempre um Eu…

Os que se encontram a sul
Prendem-me ao que já não serei.
Os que ocorrem a norte
Constam desta metamorfose,
Que flui, até onde tiver de chegar,
Enquanto ao centro do Todo
Cingido pela esfera dos deuses
Sofro o equilíbrio do sem tempo,
Ao eterno caminho do agora.
E um rio são meus pés,
E a glória um rochedo que me pesa ao alto.
E haverá sempre um Eu à minha espera,
Fazendo-se passar por outro(s)…
E o primeiro choro é o da criança
E o derradeiro, é o do saber, em silêncio,
Por o que se provou
E do que ficou por haver...


E os Nodos trespassam a alma
Apontando o sentido da digna fortuna.




domingo, 26 de outubro de 2014

Amanhã e depois...



(João M. Jacinto)

O conflito pela sublimidade impacienta o entendimento dos que se preservam no caminho das estruturas, viciados num poder que se absoluta e se contrai, sem vislumbrarem as derrotas necessárias à evolução.

Nos céus desenha-se, com ângulos de tarefas a ordem temporal da vida sujeita ao caos.
A dona da noite cai no túmulo sagrado, enquanto o guerreiro se exila na persistência do tesouro.
O vento sopra do mar coagido de incontrolada tempestade com o intuito de dissolver
o reino obtuso e circunflexo, acastelado de desumanidade.

Soltar-se-ão as esperanças, na confusão do terrífico e os que julgarem ter morrido,
estarão renovados de consciência.
Outros sucumbirão cegos, inabaláveis de orgulho e mesmo que vivos,
não mais serão lançados ao levante do conhecimento.

A noite será assombrosa de inquietação, sem vigília que a ilumine e os uivos dos lobos enfurecidos de frustração, famintos de vingança, perder-se-ão num deserto qualquer, sem dunas que os amparem, nem cadeira que os sustente,
amanhã e depois...






quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nasci...


Nasci,
para revoltar-me;
não ser por mim,
mas em todos,
bem arejado
e por Logos,
e enquanto me aconteço
e acredito.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sempre à sombra...

Sempre à Sombra,
e o seu imenso pesar.
Poderia também ter
sossego,
e fugir,
mas não tenho tempo;
não posso parar
e ficar por aqui,
como se merecesse.

A Luz,
trabalha-se,
para que se aviste.

Não há iluminados.
Há os que iluminam.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O risco

Não há como minimizar o risco,
perante o que ainda se tem a viver,
mas sim agarrar as armas
que fomos construindo
para que pacientemente
nos consigamos transcender.

Para quê fugir do abismo
se é necessário conhecer a morte,
para que ainda nos seja possível mais primavera?

Em cada batalha,
o grande adversário está em nós.
Os outros são meros figurantes
que fabricamos para nos confundir
ao fim que mais importa vencer.

Amo-te...

Amo-te
e quero-te
sempre bem
e de mim, 
e distante,
para que não mais se fira
tão nobre sentimento.

O Amor, 
jamais morrerá!

Quebram-se 
hábitos...

Poucos são...

Poucos são os que crescem
e têm coragem
de se confrontar
e vencer,
para que se cumpram…
A maioria perde-se
com o olhar
e na cobiça...
Negando-se ao tempo,
que é tão pouco,
quando tanto há por fazer.

Há deuses

Há deuses no céu
de nossas cabeças,
que teimam em nos cansar,
por tanto crermos
que nos sejam servis;
por causas banais
ao que ficámos presos…
Quando há um universo
de tanta coisa por descobrir
e gente de corpo e alma
para (nos) abraçar
e outro(s) deus(es) a louvar
na liberdade de todo o possível.

Cada um de nós é parte do mundo,
mas não é (o) mundo.

domingo, 25 de agosto de 2013

O sonho de se fazer


Deverei ser arrogante
para com o hipócrita
ou me confinar ao silêncio
para que seja igualmente falso?

Nada pior do que fingir perfeição
em Terra de aprendiz,
como se houvesse essa glória,
sem que se seja antes e toda a vida mortal.

O sonho de se fazer,
nada tem a ver com a ilusão do que se é,
porque não há verdade para a existência.
Só o tempo ditará a importância do que se foi,
por tudo o que se causou.

Deve pesar-nos a responsabilidade do futuro
e não os erros que nos ensinaram a chegar até aqui.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ainda é tempo

Não se herda a pobreza,
cresce-se de cegueira,
sofre-se submisso à culpa,
respeita-se em contrariedade,
a arrogância do preconceito,
sonha-se a dormir,
corre-se de pé,
luta-se com medo,
estimula-se o amador,
nega-se a aventura,
silencia-se o desejo,
foge-se do amor.

Cobre-se de negro
o espelho que reflicta
a coragem da alma,
habita-se na solidão
de um metro quadrado
e morre-se rodeado de gente,
no arrependimento
de nunca se ter vivido.

Impera a inteligência do Espírito,
ainda é tempo de abundância,
na riqueza de ser feliz,
diferente,
Eu.


João Jacinto
in (Re)cantos da Lua

Criar

Criar é uma forma de amar,
de dar e ser possuído.
É a explosão que vem do nada,
a divisão infinita das ideias
na multiplicidade de todos os sentidos.
É a fantasia da alma sofrida,
marcada pela realidade da carne.
É o entendimento do espaço no tempo,
na sensibilidade compactada de vontade sem limite.
É a força espontânea
da incontrolada angústia de viver.
É a transparência da semelhança
que nos sobrepõe.
É o envelhecimento do espelho,
quando mais nada resta de nós.

E Deus
criou o homem à sua imagem,
para que ele criasse a sua própria vida.



João Jacinto
in (Re)cantos da Lua

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Defendei-vos

Defendei-vos
dos encantadores de almas,
que vendem
a espiritualidade ao quilo;
merceeiros de promessas,
agoureiros de futilidades...

Do peneireiro,
no anagogismo do Verbo.

Não vos deixeis enganar
pela vã solidão.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Maria Albertina Natividade da Purificação

Maria Albertina foi uma personagem radiofónica criada nos anos 80 e também apresentada por Maria Marques Jacinto, num programa semanal, ao domingo de manhã, intitulado “As Crónicas De Bem E De Mal Dizer”, na então, Rádio Impacto. Durante o período em que o programa esteve no ar, a verdadeira identidade da autora, foi ocultada, permitindo, que a personagem ganhasse mais vida, maior relevo, proporcionando assim, mistério e curiosidade nos ouvintes.
Atualmente, a personagem tem sido trabalhada, para se expressar não somente como “cronista e conselheira social” de forma critica, satírica e mordaz, como também poetisa, a “Poetisa do Povo”, abordando temas não só referentes às tradições e cultura montijenses, como também abrangendo assuntos de âmbito nacional.

A Maria Albertina, atingiu maturidade e está agora, estruturada, para se poder apresentar em forma de espetáculo “revisteiro”, em festas e romarias, teatros, café-concerto, bares, podendo, igualmente abrilhantar festas de aniversário, de empresas, despedidas de solteiro, casamentos, etc…, atuando, com (ou sem) a participação de outros artistas: cantores, fadistas ou músicos.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Não há...

Não há nada mais plangente,
do que, o que é triste
disfarçar-se de júbilo.

Não há nada mais humilhoso,
do que invejar
o que nunca em si será.

Não há nada mais nefasto
do que, ter no querer a imodéstia
e se inventar de virtudes.

Não há nada mais nada
do que, poder ser tudo
e não se saber em si,
mas antes se crer por outros.


domingo, 24 de março de 2013

Um só Rei



Muitos Céus,
uma só Terra.
Muita vida,
poucos reinos.
Muitos homens,
um único Povo.
Muitas culturas,
um só Rei.

E ainda muitos enigmas
para o tempo,
a morte
e o fim.

E a Acácia do primus Jardim,
ainda está florescida .



João Marques Jacinto
in O(s) Poeta(s) Renascido(s)
imagem/Leão de Judah

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

O Clarinete e suas vozes

5 Abril
21h30
Cinema-Teatro Joaquim d`Almeida
Montijo





O clarinetista Ruben Marques Jacinto e o pianista Luís Bastos Machado apresentam um recital com uma temática dedicada à voz. O clarinete, instrumento cujo som desde sempre foi descrito como tendo características... muito próximas da expressão vocal, apresenta-se aqui com um programa contrastante, mostrando não só a sua própria voz, mas fundindo-se também com outros géneros de música vocal, como a Ópera e o Fado. Com a participação especial da fadista Ana Roque e do Grupo Coral do Montijo/maestro José Balegas, este é um concerto a não perder, com obras inéditas e homenagem ao nosso recente património imaterial da humanidade, que é o Fado.





Entrada: EUR 5,00


Reservas: 212327882 / 212327880

terça-feira, 6 de março de 2012

Cantar Simone (musical) - Grupo Coral do Montijo/maestro José Balegas

Sáb. 31 Mar 21h30 Cinema-Teatro Joaquim d`Almeida Montijo


O Grupo Coral Do Montijo/maestro José Balegas

apresenta o musical


CANTAR SIMONE


O Grupo Coral de Montijo apresenta o seu mais recente trabalho Cantar Simone, no ano em que esta cantora de voz profunda celebra 55 anos de atividade artística. Cantar Simone é um musical baseado em canções marcantes do repertório de Simone de Oliveira, com arranjos musicais do maestro José Balegas, encenação de Pedro Vaz de Carvalho, textos cénicos e interpretação do Grupo Coral do Montijo.

Participação especial de Simone de Oliveira acompanhada ao piano pelo maestro Nuno Feist.


Produção – Grupo Coral do Montijo e Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Exposição de Pintura "Nossa Senhora Que Ri", de Ricardo Tadeu, na Biblioteca de Alcochete, sábado, 29 de Outubro, às 17h.00.

«Esta proposta de Ricardo Tadeu transporta-nos até um panteão alternativo, um universo onírico de cariz popular, pautado de referências clássicas, eruditas, religiosas e vernaculares de tributo a velhos mestres perante novas realidades. Nele se reconhece uma forte influência cartoonística, tudo conjugado numa linguagem gráfica e formal original, plena de cor, que nos remete para uma religiosidade liberta do peso da culpa, numa proposta artística transgressora e divertida. São cerca de vinte cinco trabalhos – acrílicos sobre tela e guache sobre papel – para serem apreciados na Biblioteca de Alcochete até 6 de Janeiro de 2012.»


in Area Metropolitana de Lisboa Agenda Cultural e Desportiva



sexta-feira, 24 de junho de 2011


Lançamento do livro de poesia de Carmen Fossari;
em Florianópolis no mês de Julho,
em São Paulo no mês de Novembro.

Parabéns, poeta por Heresia!
Muito sucesso!



Carmen Fossari

Natural de Florianópolis, filha de Domingos Fossari e de Irene Maria Belli Fossari.
Mestre em Literatura Brasileira, pela UFSC, com opção em Teatro. Diretora de Espetáculos do DAC - Departamento Artístico Cultural da UFSC. Coordenadora e professora da Oficina Permanente de Teatro da UFSC. Diretora e fundadora do Grupo Pesquisa Teatro Novo/UFSC.Nessa categoria, recebeu inúmeros prêmios estaduais e nacionais, bem como representou o Brasil com espetáculos que dirigiu, escreveu e atuou nos seguintes países: Porto Rico, México, Paraguai, Argentina, Chile,Colômbia e Portugal. Esteve com espetáculos no Chile por sete vezes, onde mantém convênio através do GPTN/UFSC com a “Cia. La Carreta” que coordena, naquele país, o ENTEPOLA - Encontro de Teatro Popular Latino Americano .
Participou de três Projetos “Mambembão”, no Rio de Janeiro e em São Paulo, com os espetáculos “Mesa Grande” e “Terra de Terrara”, obras que dirigiu e atuou, numa promoção do Serviço Nacional de Teatro, RJ (duas temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, e um Curso de Direção Teatral, integrante do Projeto, ministrado pelos melhores diretores de Teatro do Brasil).
Coordenou o 1º ENTEPOLA do Brasil, na cidade de Florianópolis, em 1996, com a participação de 280 artistas das Américas e de outros Continentes. Dramaturga, recebeu prêmios nacionais pelos textos “Terra de Terrara” e “Engenho Engendrado” (ambos de pesquisa lingüística e cultural das Comunidades Açorianas).Poetisa, em 28 de fevereiro de 2002 teve poema publicado no Jornal Machetearte, do México.Escreveu o roteiro e realizou a pesquisa do vídeo “Viva o Circo”, direção de Ronaldo dos Anjos, prêmio de melhor vídeo no Festival Nacional de Gravatal.Escreve enredos para Escolas de Samba de Florianópolis e artigos para jornais de Santa Catarina. Escreveu durante 10 anos para o Anuário Brasileiro de Teatro, do Rio de Janeiro, editado pelo Serviço Nacional de Teatro.Escreveu entre outras obras: “De Açores a Desterro - Uma Viagem Bruxólica”, “Isto ou Aquilo, com Sol ou Chuva”, “Vô Chapéu Azul na cidade de Pedra Grande” (e também traduziu ao espanhol “Abuelo Somrero Azul em la ciudad de Piedra Grande”), “Ocasos Raros Casos Simples”, “Rua de Vento Sul”, “O Menino que jogava com o Sol”, “João Unha de Fome e Dona Maria Comecome” (inédito), ”Os 7 Segredos do Mar”, “Don Pablo entre vogais” além de outros .
Adaptou textos da dramaturgia universal, dentre eles: “Alguns Pecados Capitais” (do original “Os 7 Pecados Capitais dos Pequenos Burgueses”, de Bertolt Brecht), “Bodas com Lorca, Gotas de Sangue” (do original “Bodas de Sangue” de Garcia Lorca ), “O Mercador” (de Veneza) do original “O Mercador de Veneza” de William Shakespeare.Traduziu e dirigiu os textos: “Las Mamelles de Tiresias”, do pai do surrealismo francês Guilhaume Apolinaire e “O Burguês Fidalgo” de Jean Batiste Poquelin de Molière.
Dirigiu e produziu mais de 60 peças teatrais nas categorias de Teatro Adulto, Infantil de Títeres e de Rua.
Co-Fundadora e Vice-Presidente da POIÉSIS - Associação de Professores e Diretores de Teatro Universitário do Brasil.Integrante do Circuito Latino Americano de Teatro, e nesta categoria ministrou cursos na Universidade de Porto Rico, Chile e México.Trabalha com a Literatura Catarinense trazendo ao teatro a prosa e o verso através de montagens junto ao Pesquisa, a saber, obras dos seguintes escritores e poetas: Lindolf Bell, Franklin Cascaes, Flávio José Cardoso, Eglê Malheiros, Argus Cirino, Raul Caldas Filho, Alcides Buss, Joca Wolff, Fábio Bruggmann, Clécio Espezim, Almiro Caldeira de Andrade e Harry Laus.
Possui obra incluída no livro “Panorama do Teatro Brasileiro no Século XX” (com fotografia da encenação) autoria de Clóvis Levi, com edição da FUNARTE, Rio de Janeiro.Integra o Dicionário Catarinense de Escritores, edição da Fundação Catarinense de Cultura e o álbum Florianópolis Vista por seus Habitantes, de Beto Abreu, dentre outros.
Como atriz, além de inúmeras peças e recitais de poesias, atuou na minissérie “Ilha das Bruxas”, produzida pela TV Manchete e nos curtas metragens “Alva Paixão” de Maria Emília Azevedo;”Ilha” de Zeca Pires; no média metragem “Alma Açoriana” de Penna Filho e no longa metragem “Procuradas”.
Dirigiu e foi co-adaptadora e produtora do espetáculo “Hamlet Nuestro”, em Santiago, hoje em giro pelo Chile com a Cia, La Carreta.Participou de dezenas de festivais nacionais e internacionais de teatro, tanto como diretora de teatro quanto debatedora, ministrante de cursos e Integrante de comissões julgadoras. Da participação de Comissões, destaque para o Concurso Nacional de Dramaturgia, promoção do SESI-Brasília DF, onde integrou equipe com Éster Góes e Elias Andreato.Deu Curso de Formação do Ator, além da UFSC, nas cidades de Itajaí,Concórdia, Joaçaba, Brusque,Tubarão, Laguna, Blumenau, Fraiburgo, Chapecó, São José, Joinville, Lages, no estado de Santa Catarina, em Santarém, no Estado do Pará, e em Santiago, no Chile; Rosário e Santa Fé, na Argentina; Cidade do México, e San Juan, em Porto Rico.Roteirista, produtora e diretora de vídeos, e co-produtora, da parte cênica, do média metragem “Alma Açoriana”, em que também colaborou com o enredo.Participou como integrante da Comissão Julgadora do FAM/ Florianópolis Audiovisual/Mercosul no ano de 2002.Lecionou Dramaturgia na Faculdade de Cinema e Vídeo da Unisul.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

(De) Quem somos, afinal?

Austeridade?!

E como combater este défice humano?

E qual o preço de se ser português,
sem se ser Portugal?

O que se fez da terra?
O que nos dá o mar?
E quem canta
o fado nosso?

(De) Quem somos, afinal?

domingo, 3 de abril de 2011

Sei lá

Não sei quem sou.
Nem nunca o saberei, ao certo.
Somente constato o que vejo
e decifro o que fiz
e de mim fui capaz de desvendar.
Sei lá, quem sou;
mais um, tão parecido a mim mesmo,
com outros,
como eu,
e a tantos bem mais diferentes!

Prendo-me demasiado à existência,
ao invés de viver-me.

Sei lá!...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Plasticidades | Pintura | João Manuel Marques Jacinto



Exposição de Pintura "Plasticidades"
Terça-feira 29 Março 19h30

Restaurante Põe-te na Bicha
Travessa da Água da Flor, 36
Bairro Alto
Lisboa



João Manuel Marques Jacinto, nasceu no Montijo, no dia 22 de Junho de 1959.
Frequentou o curso de Pintura no Centro de Arte & Comunicação Visual – AR.CO.
Expôs individualmente, no início dos anos 90, no Círculo Histórico/Cultural do Montijo.
E participou em outras exposições;
1990, 1991 e 1992 - "Alcarte" em Alcochete.
1996 - Exposição de Pintura e Poesia do IADE, (iniciativa de apoio ao projecto CAIS) no Instituto Português da Juventude, em Lisboa.
2003 – "Arte na Praça" (iniciativa integrada no programa “A´Gosto no Montijo”), no Montijo.





PLASTICIDADES I JOÃO JACINTO





«A exaltação do mínimo, e o magnífico relâmpago do
acontecimento mestre restituem-me a forma o meu
resplendor…»
Luiza Neto Jorge









Plasticidades traduz a urgência, o desejo, a necessidade de João Jacinto se expressar com uma exaltação e uma jovialidade quase infantis. Há, nos seus trabalhos, uma procura incessante que constantemente se renova pela prática e pela declinação dos seus diferentes estados de alma.



Desejo de descoberta

Silhuetas que nos saúdam, padrões que se repetem, vitrais que reflectem jogos de luz e de sombra onde se adivinham arquitecturas fantásticas e manchas cromáticas que se espraiam sobre um suporte irregular ou derrames de tinta que propõem novas texturas num desejo ilimitado de descoberta. Uma multiplicidade plástica que procura a sua voz própria e que nos surpreende como uma inusitada descoberta.



Inquietação…
Nesta multiplicidade de registos, por vezes antagónicos, por vezes (quase) reconhecíveis ou – tacteando nervosamente no vazio do suporte – surgem-nos como uma linguagem nova, um ponto de partida que estabelece um discurso original. Marcas em que antevemos um percurso feito de uma tranquilidade, quase sempre, inquieta.

O olhar…
Procuramos referências – mais ou menos – explícitas a outros artistas, a correntes estilísticas, a linguagens estéticas onde possamos “arrumar” estes exercícios pictóricos. O olhar percorre nervosamente a superfície das telas, procurando encontrar respostas. Elas ainda lá estão… ou já não… basta o olhar.



Carlos Morgado

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Hipocrisia

Não há palavra mais terrificante
que defina a veracidade do hoje,
senão;
hipocrisia.

E continua-se a falar de Amor,
como se a santidade habitasse os corações
e as mentes fossem capazes de soluções eficazes.

A dor
e os lamentos,
a solidarização
e o abstracto,
e um altruísmo
metafórico.

sábado, 2 de outubro de 2010

Hou da Barca

Hou, da barca!
Para onde me levais?

Hou, prometedor de glórias,
com disfarces de timoneiro anjo!
E que de outros desfizestes,
como se nunca os tivesses sido;
o diabo
e o(s) companheiro(s).
Com moralidade,
na farsa do engano,
seduzistes,
ultrajastes,
e nos traístes…

Não sou fidalgo,
nem burguês.
Nunca enriqueci
por confiar dinheiro.
Não sou incrédulo
por ser imperfeito.
Tenho sangue judeu
mas não sou usurário.
Nem, alguma vez,
de procurador fiz.
E também não sou sapateiro...
Tenho outras mestrias!
Procuro ser justo,
sem ser corregedor
e justiceiro...
E até agora, nunca
me tentei enforcar.
Falo e escrevo,
sem muita à vontade,
promovo a (re)conciliação,
mas jamais serei alcoviteiro!…
E tonto, fui, somente
por vossa causa!

Não quero promessas
de paraíso,
nem viver neste vil inferno!
Quero um par de remos
e que se faça barca a Cidade;
bem guarnecida,
barca segura,
barca da vida!...

Hou, barqueiro!
Para onde nos levais,
que por aí,
não queremos ir?

Largai-nos
no próximo cais.
Lá, nos esperam
quatro bons cavaleiros,
a primavera,
e a liberdade!

Hou, da barca!
Hou, barqueiro!

Abaixa aramá esse cu...
E despejai aquele banco.



Foto
d`Auto da Barca do Inferno/Gil Vicente (Curso de Formação de Actores J.F.B.)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ai, Portug(ra)al, minha fratria!


O meu país
está doente,
desfalecido,
moribundo,
decadente,
sofre
de um social ismo
qualquer,
raro,
mutante,
mortal...

No meu país
ainda se crê;
(re)criar o fado,
(re)viver os sonhos
dos heróis,
e dos poetas
que tão bem
nos (re)inventaram,
e nos (re)conduziram
à (r)evolução...

É preciso
(re)descobrir
o Espírito,
(re)fundá-lo,
(re)povoá-lo!...
Ser
em português!

Ai, Portug(ra)al,
minha fratria,
ainda vos esperam
a glória,
o mundo
e eu!


José Heitor Santiago
in blogue
Dia do Sol

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

(R)evolução


A (r)evolução
esconde-se
no fundo do céu,
aguardando
ordem
para emergir
e a fé
desperta,
estranhamente,
os sentidos
a todos os ausentes
de realidade.

Quanto mais profundo
for o abismo,
mais forte será o apelo
ao (re)começo.



José Heitor Santiago
in blogue
Dia do Sol

O país que sonhei

Não é este o país
que aprendi a desejar,
me fizeram crer,
onde nasci
e me fiz...

Não é!...
Não pode ser!...

Já não existe o país que sonhei;
perdi-lhe as fronteiras
e a esperança.

Não sei da terra,
não sei de um pai,
nem como, aqui se (sobre)vive
sem afeição!...

Sei de alguns privilegiados
e seus cúmplices,
sei de muitos (des)iludidos,
e dos que fingem dormir...

Haja,
quem, ainda fale
a mesma língua,
para que, se entenda
igualdade,
e seja, voz forte
a alvorada,
e palavra
a liberdade,
e país para os sonhos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Liberdade















Cansada, a Liberdade,
de tanto nos querer guiar,
deixa de ostentar barrete frígio,
e somem-se-lhe as cores de suas vestes
e desistem os ventos de lhes dar vida,
e cobre os seios com seus cabelos,
e debruça-se de tristeza,
humildemente meditando,
por nos sentir sem esperança,
e longe,
adormecidos,
possuídos por banalidades,
até capazes de cobardia,
resignados…

Mas, antes que se faça no céu,
primavera,
soará das ondas deste mar país,
a revolta dos acordes,
para que se arquitecte outro fado,
e sejam depois de tudo,
e por fim, jardim
e poesia,
e esta (ou outra) Liberdade,
na força de todo e qualquer verão,
(re)vestida de coragem
com as cores de todos nós,
em tons quentes, renascidos,
e Portugal.

E a Liberdade,
enfim, aniquilará o medo,
para que emirja o entendimento
do caminho.




Imagem
"La Liberté guidant le peuple" de Eugène Delacroix

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Minha Mãe, Vou Já, de Margarida Faro



Minha Mãe, Vou já
de MARGARIDA FARO
.
"Uma mulher acorda cheia de dores, perdida e confusa, sem saber onde se encontra, nem por que razão a terão trazido para um local que desconhece. Aos poucos, e com grande esforço, Ana pensa recuperar a memória de acontecimentos recentes, dolorosos, e, aparentemente, liberta das amarras que ali a prendem, determina regressar a casa. Pela mão da narradora, atravessamos os cerca de cinquenta e seis anos da sua existência: a rejeição de um noivo, que a deixará profundamente marcada; o casamento com os seus altos e baixos; a descoberta de uma profissão, a maternidade, o ambiente familiar, a amizade, em suma, tudo o que pode constituir uma vida."
.
‎27 Setembro
18h30
FNAC-Chiado
Apresentação do livro
MINHA MÃE, VOU JÁ
de Margarida Faro
Espero-vos, também, lá!
beijos e abraços,
jj

sábado, 8 de maio de 2010

Temporada de "As Luas De Galileu Galilei" 2010

O Grupo pesquisa teatro novo apresenta, em nova temporada o espetáculo:

AS LUAS DE GALILEU GALILEI,

Direção de
Carmen Fossari

Igrejinha da UFSC, no mês de Maio, e Junho (segunda semana). A entrada será liberada mediante convites, a serem retirados nas quintas e sextas feiras entre 14.00 e 18.00, no Teatro da UFSC, DAC na Praça Santos Dumont.
São oferecidos apenas dois convites por pessoa. Escolas Públicas que desejarem assistir, os professores devem contatar no telefone do DAC, para pré agendar,fone 37219348.
Esta temporada 2010 abre a Programação denominada: BODAS DE CENA, UFSC 50.Esta programação oferecerá seis espetáculos teatrais da Universidade (Grupos do DAC e Grupos das Cênicas) e mais três espetáculos convidados de Florianópolis, totalizando 9 peças teatrais com ingressos liberados mediante convites. Desta forma a Universidade, através da SECARTE-DAC, celebra com o Teatro os 50 anos de criação da UFSC.

O ESPETÁCULO


Uma encenação do Grupo Pesquisa Teatro Novo, do DAC. Roteiro e Direção de Carmen Fossari. A Regência do Madrigal da UFSC é da Maestrina Miriam Moritz.Assessoria do professor Adolfo Stotz Neto, Astrônomo e Presidente do GEA (Grupo de Estudos de Astronomia da UFSC).Trata-se de um espetáculo versando aspectos da Vida e Obra do pai da Ciência Moderna Galileu Galilei com grande elenco e o ator Nei Perin no papel de Galileu Galilei.
Produção do Grupo Pesquisa Teatro Novo, da UFSC, “As Luas de Galileu Galilei envolve 40 pessoas entre atores, atrizes, cantores líricos e técnicos. Dirigido por Carmen Fossari, “A encenção inicia no lado externo do Teatro, ao meio do Público com parte do elenco representando uma CIA de Comédia Dell ARTE: BAMBOLINA ANDATIINA”. A seguir adentram no Teatro o públicoQue acompanha a CIA BAMBOLINA ANDATTINA.Dentro da antiga Igrejinha, a cenografia dispõe de cinco espaços cênicos criados ao espetáculo, possibilitando numa cena “isabelina”, a aproximação com o Público.Dentro dos preceitos Pós Dramáticos, em livre adaptação, três cenas da obra mais Aristotélica ao aspecto de gênero de Bertolt Brecht: A Vida de Galileu (que foi escrita 3 vezes por Brecht), e de Alberto Camus: A Peste, trechos escritos por Galileu Galilei in Sidereus Nuncius(Mensageiro das Estrelas), argumentos de Galileu da obra que o condenou: Dialogo di Galileo sopra i due Massimi Sistemi Del Mondo Tolemaico e Copernicano (abreviado o título para Diálogo sobre os dois Sistemas do Mundo trechos das Cartas da Filha de Galileu Galilei, Trecho do Processo Inquisitório no Santo Ofício: A Inquisição são incorporados a encenação e costurados na dramaturgia pela diretora do espetáculo que assina o roteiro.Carmen Fossari assinala ainda as observações e notas do AstrônomoProfessor Adolfo Stotz Neto, cuja presença garantizou os aspectos mais científicos da encenação,o que por último torna o espetáculo emalgo inusitado servindo concomitante a Ciência e a Arte .

A montagem levou dois anos e meio de preparação, somando o tempo das pesquisas históricas, num trabalho que une a arte popular e erudita no mesmo espetáculo. Os ingressos são gratuitos, quem quiser garantir o seu poderá retirá-lo com antecedência no DAC/Teatro da UFSC, na quinta e sexta-feira, das 14 às 18 horas. Por se tratar de espetáculo gratuito, os ingressos garantirão o acesso ao Teatro até as 20 horas. Após esse horário, os eventuais lugares vagos serão liberados para o público excedente.Veja o blog com a programação comemorativa completa, textos sobre os espetáculos e breves textos históricos sobre o Teatro da UFSC pelo site www.dac.ufsc.br e no blog: http://www.asluasdegalileugalilei.blogspot.com/

Sobre a peça:

Galileu vivencia fatos relevantes de sua vida, o homem que passou para a História como o cientista que abjurou diante da Inquisição e cuja genialidade é um marco: Criador da Ciência Moderna.Uma encenação reunindo duas linguagens que confluem tal como as relações da ciência e da fé; instaura-se no espetáculo o popular (Comédia Dell Arte) e o erudito (Madrigal).Quem foi Galileu: um ser humano que ousou olhar o nunca veste.Grande Físico, Matemático e Astrônomo, Galileu Galilei nasceu na Itália no ano de 1564. Durante sua juventude ele escreveu obras sobre Dante e Tasso. Ainda nesta fase, fez a descoberta da Lei dos Corpos e enunciou o princípio da Inércia. Foi um dos principais representantes do Renascimento Científico dos séculos XVI e XVII.Alguns aspectos biográficos de Galileu*Nasceu no ano de 1564, e foi ele quem pela primeira vez apontou a luneta para o céu. Conseguiu comprovar as teorias de Copérnico, heliocêntricas, que se opunham às teorias aristotélicas do geocentrismo e que coadunavam com os preceitos bíblicos. Parte da Igreja à sua época e astrônomos concordavam com os seus estudos, e mesmo proibida pelo Index a teoria copernicana, Galileu, por desfrutar do convívio com o alto clero, conseguiu dar vazão aos seus escritos. Cardeal Barberini, de uma influente família italiana, que foi sagrado papa Urbano VIII, era amigo de Galileu e deixou que ele continuasse seus estudos, desde que não comprometesse os ditos bíblicos. Mas Galileu, de temperamento igualmente forte, edita a sua obra que o levou à Inquisição: “Diálogos”, sobre os dois maiores sistemas do mundo – Ptolomeu e Copérnico.Neste livro ele estabelece um diálogo entre três personagens: um com características atoleimadas em negar a teoria heliocêntrica, um defensor das novas descobertas e um que passa da dúvida ao reconhecimento. Reza a História, que o papa Urbano VIII sentiu-se ridicularizado por tal obra e concordou com o inquisidor que, aliás, foi o mesmo que anos anteriores havia condenado Giordano Bruno.Depois da Inquisição, Galileu se dedicou a importantes estudos da Física. Habitava perto de um convento, San Mateo, onde suas duas filhas eram freiras. Uma delas, Virgínia, o auxiliava escrevendo seus estudos. Galileu teve três filhos. O filho homem ele o entregou a um nobre amigo para que fosse adotado e ingressasse na faculdade. Nunca se casou com Marina Gamba, com quem teve os três filhos. Moravam em casas separadas. Mesmo na prisão domiciliar, recebia seus amigos e estudiosos, até o fim de sua vida, quando estava cego.
O TELESCÓPIO E A ASTRONOMIA


Em 1609 tivemos uma das datas mais marcantes da história da Astronomia, foi quando pela primeira vez o homem pôde ver o céu não mais com os olhos desnudos, ou seja, a partir de Galileu Galilei pôde-se observar o céu com um telescópio, um instrumento que ajudou a revolucionar a ciência e em especial a Astronomia. Esse instrumento foi aperfeiçoado por Galileu, mas não foi construído por ele como alguns pensam. Galileu teve o mérito de desenvolvê-lo e principalmente de ter tido a idéia de usá-lo para ver o céu e não para observar navios ou inimigos à distância, mas um objetivo mais nobre: o Céu.Com o telescópio, Galileu Galilei pôde observar a Lua como nunca antes, viu que na Lua há montanhas e imensas crateras. Com esse instrumento ótico pode constatar que em Júpiter há quatro corpos que a circundam, são as grandes luas: Europa, Ganímedes (ou Ganimedes), Io e Calisto, mas sabe-se hoje que existem outros satélites naturais em Júpiter. Essa observação corrobora para a retomada do heliocentrismo (Copérnico 1554) com a afirmação de que se é possível haver outros corpos girando em torno de outros sem ser da própria Terra, então por que a terra não poderia também ela estar girando em torno de outro corpo como o Sol.Passou-se desde então 400 anos de observações com instrumentos óticos e não mais a olhos nus.GPTN e Galileu:As Luas de Galileu é uma encenação do Grupo Pesquisa Teatro Novo, do DAC/UFSC. Roteiro e Direção de Carmen Fossari. Regência de um coro vocal convidado é da Maestrina Miriam Moritz. Assessoria Prof.Adolfo Stotz Neto, Presidente do GEA.A Cia. de Teatro Bambolina Andattina (Metateatro) conduz a trama que se completa com cenas evocadas da vida de Galileu e a sua paixão pelo saber e o embate com a Inquisição, aliás, fato a que até hoje a Ciência está, infelizmente, vulnerável.
Ficha Técnica:

Elenco:
Nei Perin como Galileu Galilei Mariana Lapolli, Ivana Fossari, Bruno Lapolli, Marcelo Cidral, Marcelo Cipriani, Rhamsés Camisão, Ana Paula Lemos, Julião Goulart, Lucia Amante, Bruno Leite ,Sauthier Anderson,Juliana Rabello, Gabriel Ortega, Augusto Sopran, Eliana Bär, Rubia Medeiros, Luiza Souto, Jeanne Siqueira,Gabriel Orcajo e Patrícia Medeiros.

Participação do Madrigal da UFSC

Direção Musical e Regência do Madrigal:
Miriam MoritzAssessoria: Astrônomo Adolfo Stotz Neto

Figurino: José Alfredo Beirão Fº

Cenário: Márcio Tessmann

Iluminação: Ivo Godoi e Calu

Técnico Luz: Nilson Só

Cartaz: Michele Millis

Programa: Bruno Leite

Contra-Regra-Miguel Wendhausen

Produção:
Grupo Pesquisa Teatro Novo- UFSC

Promoção:
Departamento Artístico Cultural – DAC

Relações Públicas: Julião Goulart

Secretaria de Cultura e Arte - SeCArte, da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Carmen Fossari
Natural de Florianópolis, Carmem Lúcia Fossari é Mestre em Literatura Brasileira, pela UFSC, com opção em Teatro; diretora de espetáculos do Departamento Artístico Cultural - DAC/SeCArte/UFSC, coordenadora e professora da Oficina Permanente de Teatro da UFSC e diretora e fundadora do Grupo Pesquisa Teatro Novo/UFSC.Nessa categoria, recebeu inúmeros prêmios estaduais e nacionais, bem como representou o Brasil com espetáculos que dirigiu, escreveu e atuou nos países: Porto Rico, México, Paraguai, Argentina, Chile, Colômbia, Arquipélago dos Açores-Portugal e Uruguai. Esteve com espetáculos no Chile por 13 vezes, onde mantém convênio através do GPTN/UFSC com a “Cia. La Carreta” que coordena, naquele país, o ENTEPOLA - Encontro de Teatro Popular Latino Americano.Dirigiu espetáculo no Chile e Porto Rico.

SERVIÇO: O QUÊ:
"As Luas de Galileu”

QUANDO:
MAIO 2 e 3 ( segunda e terça)7,8 e 9 - 14,15 e16 - 21,22 e 23 - 28, 29 e 30 (sexta, sábado e domingo)JUNHO 11,12 e 13 (sexta, sábado e domingo)

ONDE:
Teatro da UFSC, Trindade, Florianópolis-SC.

HORÁRIO:
21:00

QUANTO:
Entrada gratuita e aberto para a comunidade, mediante convite: TEATRO UFSC, quinta e sexta feira das 14.00 as 18.00CONTATO: DAC / Teatro da UFSC (48) 3721-9348 (48) 3721-9348 e 3721-9447 www.dac.ufsc. e www.asluasdegalileugalilei.blogspot.com

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Viver em allegro

Só se compreende a alegria plena,
depois de se vencer
todo o desassossego.

Sorrir é complacência.
Viver em allegro é um desafio.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Falta-me...

Falta-me a humildade suficiente,
para que me consiga entender
sem conflitos.

Admiti-lo,
poderá significar,
que esteja mais perto
de alcançar o sossego
ou seja mais uma das farsas do engano
de um orgulho,
que não desiste de exacerbar-se.

O caminho é apenas um,
mesmo que se fuja,
para que se dê outras voltas,
milhentas, que sejam...
Sempre se volta,
para que se continue,
até que se justaponha essa vontade,
com a do carreiro do fado,
na aparente complexidade desta existência.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fingidor


Escrevo-me
todos os dias,
e passo-me a limpo
para o papel,
quando tenho tempo
para fingir de poeta.

A minha caneta
está esgotada
de tanta dor
e sem tinta.

João Jacinto
in
(Re)cantos da Lua



Moeda


Não me deveriam cobrar
pelo que executo
com as armas de mim,
ou pelo que dou
de graça,
só porque também adquiri,
e satisfiz...

Inventem a moeda
que só a ela se pague,
em toda e qualquer
transacção.

Só dinheiro
deve dinheiro,
e ser controlável
até ao ínfimo
de seu valor.

domingo, 21 de março de 2010

A Grande Águia


Hoje, o poeta criou,
e não só a norte
se cumpriu primavera.
A poesia
soou, por entre (re)verso
de Sombra;
egoísmo e medo,
e poema feito de amor
e venceu em seu esplendor
como liberdade,
humana
e floriu no mundo
como esperança.

E a grande águia
continuará o seu voo
(re)desenhando o céu
e a palavra,
a (r)evolução.




Hoje, Dia Mundial Da Poesia, dedico este pequeno poema, ao Nobel da Paz, Barack Obama, e à sua intenção em beneficiar 32 milhões de norte-americanos, pelas reformas socais; o direito à saúde, também, hoje, por ele defendidas no Senado. Esperando que obtenha os votos suficientes, para o bem de todos, para que se cumpra primavera e a poesia floresça no mundo como esperança, e seja um exemplo de humanismo e de democracia.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eternas crianças


E seremos eternas crianças.
O que mais dói é crescer
e a consciência.

O sonho
prende-nos à vida
para que
emerjamos
do que tanto
nos magoa,
e atemoriza,
e sejamos
também corrente
e ondas,
neste mar de todos,
iludidos de felicidade
e (re)criados à perfeição,
e fado...

Ninguém é inocente.

E seremos eternas crianças;
algumas são distraídas,
e outras mais espertas.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mortais pecados





Olho-me ao espelho debruado a talha
Luminosamente esculpida dourada 
E pergunto-me pelo espanto das respostas
Na assumida personagem de rainha má
Quem sou para o que dou quem me dá
Miro-me na volumetria das imagens
Cobertas por peles enrugadas
Vincadamente marcadas por exageros expressivos
De choros por entre risos
Plantados nos ansiosos ritmos do tempo

Profundos e negros pontos
Poros de milimétricos diâmetros
Sombras cinzentas
Castanhos pêlos
Brancas perdidas entre cabelos
Perfil de perfeita raiz de grego
Boca carnuda gretada de secura
Sedenta de saudosos e sugados beijos
De línguas entrelaçadas
lambidelas bem salivadas

Contemplo-me fixado no meu próprio olhar
De cor baça tristeza
Desfocando a máscara de pálido cansaço
E não resisto ao embaraço de narciso
Sou o deus que procurei e amei em cumprimento do milagre
Ou o mal que de tanto me obrigar não reneguei  

Sou o miraculoso encantador a quem me dei
Ou a raposa velha vaidosa vestida de egoísta
Com estola de alva ovelha falsa de altruísta

No meu lamento a amargura por que matei
Sangrando a vítima trucidei-a num ranger de molares
Saboreei com as gustativas variados paladares
Viciado no prazer da gula
Como instintivo porco
Omnívoro

Rezo baixinho cantarolando
Beatas ladainhas de pecador
Que rouba e se perdoa
A cem anos de encarceramento

No aliciamento cobiçante por belas coxas
Pertença de quem constantemente me enfrenta
Competindo com as mesmas forças
Traindo-me na existência de meu possuir
Viradas as costas acabamos sempre por fingir

Entendo velhos e sábios ditados
Não os querendo surdinar em consciência
Penso de mim a importância demais
Que outros possam entender
Como comuns mortais

Minha é a inteligente certeza
De querer enganar e vencer

Sadicamente esbofeteio rechonchuda face
De idealista tímido
Que acredita e se deixa humilhar
Dá-me a outra para também a avermelhar

Vendo-me a infinitas e elegantes riquezas
Luxúrias terrenas orgias bacantes incestuosas
Sedas glamour jóias preciosas
O que tenha etiqueta de marca
Marcantemente conotada
Que pavoneie a intensa profundidade de minha alma
Ah Ah

Salvas rebuscadas brilhantes de prata pesadas
Riscadas de branco e fino pó
Prostituo-me ao preço da mais valia
Excita-me de travesti Madalena
Ter um guru para me defumar benzer e perdoar
Sem que me caia uma pedra na cauda

Adoro o teatro espectacular
Encenado e ensaiado em vida
Mas faço sempre de pobre amador
Sendo um resistente actor

Escancaro a garganta para trautear
Sem saber nem sequer solfejar
E gargarejo a seiva da videira
Que me escorre pelo escapismo de meu engano
Querendo audaciosamente brilhar
Descontrolando o encarrilhar do instrumento das cordas da glote
Com o do fole pulmonar
E desafino o doce e melódico hino

Sou no vedetismo a mediocridade
Que se desfaz com o tempo
Até ser capaz de timbrar sem ser pateado
Acelero nas viagens que caminham até mim
Fujo do lento e travo demais
Curvas perigosas apertadas
Que me adrenalina na fronteira do abismo
Fumo bebo em excesso
E converso temas banais por entre ondas móveis
Que me encurtam a pomposa solidão
Mas nada é em vão

Tenho na dicção um tom vibrado e estudado
De dizer bem as palavras que sinto
Mas premeditadamente minto
E digo de propósito sempre o errado

Sou mal-educado demasiado carente enfadonho
Que ressona e grunhe durante o sono
Tenho sempre o apressado intuito do saber
De querer arrogantemente chamar a atenção
Por me achar condignamente o melhor um senhor
Sem noção do que é a razão e o ridículo

Digo não quando deveria pronunciar sim
Teimosamente rancoroso tolo alucinado perverso mal-humorado
Vejo em tudo a maldade do pecado
Digo não quando deveria embelezar a afirmação 

Minto digo e desfaço-me propositadamente em negação

Mas fiz a gloriosa descoberta do meu crescer
Tenho uma virtuosa e única qualidade
Alguém paciente gosta muito de mim

Obrigado

Tenho que descansar


João M. Jacinto

in
(Re)cantos da Lua