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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

(R)evolução


A (r)evolução
esconde-se
no fundo do céu,
aguardando
ordem
para emergir
e a fé
desperta,
estranhamente,
os sentidos
a todos os ausentes
de realidade.

Quanto mais profundo
for o abismo,
mais forte será o apelo
ao (re)começo.



José Heitor Santiago
in blogue
Dia do Sol

O país que sonhei

Não é este o país
que aprendi a desejar,
me fizeram crer,
onde nasci
e me fiz...

Não é!...
Não pode ser!...

Já não existe o país que sonhei;
perdi-lhe as fronteiras
e a esperança.

Não sei da terra,
não sei de um pai,
nem como, aqui se (sobre)vive
sem afeição!...

Sei de alguns privilegiados
e seus cúmplices,
sei de muitos (des)iludidos,
e dos que fingem dormir...

Haja,
quem, ainda fale
a mesma língua,
para que, se entenda
igualdade,
e seja, voz forte
a alvorada,
e palavra
a liberdade,
e país para os sonhos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Liberdade















Cansada, a Liberdade,
de tanto nos querer guiar,
deixa de ostentar barrete frígio,
e somem-se-lhe as cores de suas vestes
e desistem os ventos de lhes dar vida,
e cobre os seios com seus cabelos,
e debruça-se de tristeza,
humildemente meditando,
por nos sentir sem esperança,
e longe,
adormecidos,
possuídos por banalidades,
até capazes de cobardia,
resignados…

Mas, antes que se faça no céu,
primavera,
soará das ondas deste mar país,
a revolta dos acordes,
para que se arquitecte outro fado,
e sejam depois de tudo,
e por fim, jardim
e poesia,
e esta (ou outra) Liberdade,
na força de todo e qualquer verão,
(re)vestida de coragem
com as cores de todos nós,
em tons quentes, renascidos,
e Portugal.

E a Liberdade,
enfim, aniquilará o medo,
para que emirja o entendimento
do caminho.




Imagem
"La Liberté guidant le peuple" de Eugène Delacroix

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Minha Mãe, Vou Já, de Margarida Faro



Minha Mãe, Vou já
de MARGARIDA FARO
.
"Uma mulher acorda cheia de dores, perdida e confusa, sem saber onde se encontra, nem por que razão a terão trazido para um local que desconhece. Aos poucos, e com grande esforço, Ana pensa recuperar a memória de acontecimentos recentes, dolorosos, e, aparentemente, liberta das amarras que ali a prendem, determina regressar a casa. Pela mão da narradora, atravessamos os cerca de cinquenta e seis anos da sua existência: a rejeição de um noivo, que a deixará profundamente marcada; o casamento com os seus altos e baixos; a descoberta de uma profissão, a maternidade, o ambiente familiar, a amizade, em suma, tudo o que pode constituir uma vida."
.
‎27 Setembro
18h30
FNAC-Chiado
Apresentação do livro
MINHA MÃE, VOU JÁ
de Margarida Faro
Espero-vos, também, lá!
beijos e abraços,
jj