Não habita tronos,
nem se esconde atrás de mandamentos gravados a fogo.
Não pesa pecados numa balança
nem escreve nomes em livros de juízo.
O Deus que eu conheço
não precisa ser temido,
mas sentido,
como o calor do sol nos ossos,
como o silêncio que antecede o perdão.
Não criou o homem para o castigar,
mas para o ensinar a amar
como Ele ama:
sem cálculo,
sem medida,
sem fim.
Esse Deus
não expulsou os anjos,
chora com eles,
pois conhece o risco do amor
e ainda assim o escolhe,
todos os dias,
em cada estrela acesa
no vazio.
O Deus que eu conheço
não castiga a queda,
acolhe-a,
pois sabe que da dor
nasce o fruto da consciência.
Se um dia Ele julgasse,
seria com olhos marejados,
e a sentença seria sempre:
“Vai, e sê Luz.”
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