Não procuro altar
nem me curvo a doutrinas.
Não é de fé
que me alimento,
mas da sede de saber,
da beleza inesperada,
do pensamento que abre
e não fecha.
A minha oração é ciência,
o meu templo é o corpo do mundo,
a minha religião,
se a quiserem chamar assim,
é este espanto lúcido
com que olho o real.
Não creio num deus
com nome ou rosto,
mas ajo como se o sagrado
fosse tudo o que vive,
e tudo o que pode ainda ser salvo.
Sou arte,
filosofia,
razão
e se há mística,
é a que nasce
do encontro entre perguntas
e o abismo que responde
com silêncio.
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