Nem sempre a origem se revela,
nem sempre o desfecho conhece quem
lança.
Há causas que se perdem no tempo,
efeitos que surgem sem rosto.
Entre o gesto e o eco,
há um campo de silêncio e bruma,
onde o destino e o livre-arbítrio
travam conversas que ninguém
escuta.
A intenção pode ser semente,
mas a flor que nasce nem sempre
tem a cor que se desejou,
e mesmo assim, é flor.
Nem tudo se prevê,
nem todo efeito é justiça ou
castigo,
às vezes, é apenas o mundo a
escrever
no idioma da sua própria coerência.
Aceitar o invisível
é também parte da escolha.
Há fios que não controlamos,
mas seguimos, conscientes,
da sombra do que se lança
à luz do que floresce.
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