Não reformam o mundo,
não levantam bandeiras,
nem gritam ordens.
Mas caminham entre o caos,
sem buscar céu
nem aplausos,
e seguram, no silêncio,
o fio frágil do que ainda
se respira.
Não mudam impérios,
nem curam todas as feridas,
mas fazem do cuidado
uma fortaleza invisível,
onde o mundo
ainda consegue existir
sem se desfazer
por completo.
E quando partem,
deixam atrás
um espaço respirável
que antes não existia.