Alguns pensam torto
e defendem a torção,
como se fosse eixo.
Outros não pensam,
habitam frases prontas
e dormem nelas.
Há quem pense.
Desloca.
Não grita
nem impõe,
mas ao pensar
faz ruído
onde antes havia conforto.
Basta.
Então vêm os gestos:
o riso curto,
o dedo apontado,
o nome errado colado à testa.
Não é o erro que se pune,
mas o desvio.
Pensar
quebra o acordo silencioso
de não ver.
Por isso,
quem pensa aprende cedo:
solidão não é castigo,
é território.
E pensa,
não por coragem,
mas porque já não sabe
ficar quieto
dentro da mentira.
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