Chamam falta de esforço
ao que é falta de estrutura;
pedem resultados
sem método,
exigem excelência
sem treino,
e culpam quem executa
pelo vazio de quem decide.
O erro repete-se
porque ninguém ensinou;
o improviso governa
porque nunca houve plano.
Quando o mesmo corpo rende mais noutro chão,
não é milagre,
é contexto.
Produtividade não nasce da pressão,
nasce de sentido,
ferramenta,
confiança.
Mas é mais cómodo acusar mãos cansadas,
do que admitir
que o problema
está no desenho da máquina.
E assim o sistema falha
e chama fracasso
a quem apenas tentou trabalhar,
sem que o mundo estivesse organizado
para funcionar.
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