A poesia não se explica;
anota-se:
marca no papel
o ponto exato
onde o sentir quase se perde.
Não é metáfora:
é registo fino
do que passou sem nome.
Ritmo para o indizível;
uma pausa onde o corpo entende
antes da ideia.
Outras linguagens medem,
classificam, fecham.
A poesia mantém aberto
o sistema
onde a consciência respira.
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