Não foi preciso esconder a loucura;
bastou chamá-la normal.
A mentira não gritou,
organizou-se;
deu nome ao caos,
ritmo ao absurdo,
e descanso a quem já não queria pensar.
Aos poucos,
ver tornou-se incómodo,
questionar virou risco,
e o silêncio passou pela lucidez.
A verdade ficou excessiva,
complexa demais,
para caber no medo de todos os dias.
A loucura caminhou livre,
bem vestida, explicada,
acompanhada,
enquanto quem ainda via
aprendeu que enxergar
é um ato solitário.
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