Deram-me nome
antes de ter voz,
bandeira
antes de ter chão,
crença
antes de ter perguntas.
Passei anos
a defender o que me vestiram,
como se fosse pele.
Depois comecei a tirar camadas;
uma a uma.
Algumas sangraram.
Fiquei mais só,
é verdade,
mas já não falo
com palavras emprestadas.
Hoje, caminho leve,
sem uniforme,
sabendo que a liberdade
não faz multidão,
faz espaço.
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