Não é apenas o eu
quem respira aqui.
Há presenças antigas
a sustentar o movimento,
células que ficaram
quando tudo devia ter partido.
O corpo lembra
o que a vida não contou,
e damos nome
a esse equilíbrio instável
entre o que nasceu
e o que permaneceu.
Existir
é partilhar a carne
com quem já passou.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.