Enquanto o que nos habita não é visto,
repete-se
com a paciência das marés
e chamamos-lhe destino.
Não governa por mal,
mas por silêncio;
age onde a atenção falha,
decide onde não ousamos olhar.
Tornar consciente
não é vencer a sombra,
é dar-lhe contorno
para que não escolha por nós.
Há coisas que nunca se curam,
apenas deixam de mandar.
E talvez seja isso a liberdade possível:
não a luz total,
mas caminhar sabendo
de onde vem o escuro.
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