Nem tudo o que dói
começou em nós;
há medos sem lembrança,
tristezas sem origem,
alertas gravados no corpo
antes da palavra.
O silêncio aprende-se,
o excesso de cuidado também,
e aquilo que não foi dito
procura continuação.
Mas nada é sentença;
o que ganhou forma
pode ganhar sentido.
Quando alguém ousa olhar,
sentir sem fugir
e dar nome ao que treme,
a herança muda de curso.
Cuidar
é interromper o eco.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.