O poder não precisa de maldade,
apenas de esquecimento.
Quando o passado se apaga,
o erro reaparece com outro nome
e a mesma fome.
Não será preciso
convencer,
bastará cansar a lembrança,
confundir datas,
dissolver responsabilidades.
Quem esquece fica disponível.
E assim os que nada sustentam
aprendem a conduzir
os que já não se lembram
de onde vieram.
A memória não é nostalgia:
é limite.
Onde ela falha,
qualquer promessa
volta a parecer nova.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.