Ninguém obriga, alguém sugere;
uma ideia entra com voz que inspira confiança,
usa palavras quentes, imagens simples,
e chama escolha ao que já vinha decidido.
Não se impõe a direção,
ajusta-se o desejo.
O medo é preparado,
a esperança colocada no sítio certo.
A mão levanta-se sozinha;
o voto parece livre.
A opinião soa pessoal,
mas foi ensaiada antes de chegar à boca.
O poder mais eficaz não manda:
faz querer.
E quando o consentimento nasce sem consciência,
a obediência nem precisa de ser pedida.
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