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sábado, 17 de janeiro de 2026

Consentimento

Ninguém obriga, alguém sugere;

uma ideia entra com voz que inspira confiança,

usa palavras quentes, imagens simples,

e chama escolha ao que já vinha decidido.

 

Não se impõe a direção,

ajusta-se o desejo.

O medo é preparado,

a esperança colocada no sítio certo.

 

A mão levanta-se sozinha;

o voto parece livre.

 

A opinião soa pessoal,

mas foi ensaiada antes de chegar à boca.

 

O poder mais eficaz não manda:

faz querer.

 

E quando o consentimento nasce sem consciência,

a obediência nem precisa de ser pedida.

 

 

 

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