Amar não é só sentir.
É criar.
Exige risco,
olhar próprio,
mãos que tremem
sem copiar gestos antigos.
É mais fácil repetir,
seguir modelos,
proteger-se do excesso.
Criar no amor é falhar
antes de saber se será belo.
Ousar vira defesa,
entrega vira cálculo.
Maturidade é medo organizado.
Amar como arte
é permanecer autor
quando seria mais fácil
ser réplica.
Poucos conhecem
essa liberdade.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.