Nada é fixo
onde pensávamos peso.
O sólido é acordo,
a forma é pausa,
a matéria,
um hábito do olhar.
Somos padrões que passam,
ritmos provisórios
no meio do vazio fértil.
Existir não é ocupar espaço,
mas persistir por instantes
numa dança que nunca pára.
E talvez a realidade
não seja aquilo que segura,
mas aquilo que acontece
enquanto tudo vibra.
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