O perigo não é ferir,
é convencer-se
de que não se feriu.
Não é desejar poder,
é chamar destino
ao próprio impulso.
O homem cai menos pelo mal,
do que pela história
que conta a si mesmo,
para o tornar aceitável.
Quando a mentira é interior,
não há acusador,
limite,
travão.
A consciência não se cala:
é ensinada
a falar a favor.
E assim o abismo
não se abre sob os pés,
abre-se por dentro,
com perfeita coerência.
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