O ego raramente se mostra nu;
prefere máscaras limpas.
Há quem salve
para não se escutar,
quem pense
para não sentir,
quem ria
para não cair,
e quem sofra
para não escolher.
A ajuda pode esconder fuga,
a lucidez pode evitar o toque,
a ironia pode ser medo,
e a dor, um trono discreto.
Nenhuma máscara nasce por vaidade,
mas de uma necessidade antiga.
Mas chega um ponto
em que o disfarce governa,
e a vida passa a ser encenada
em vez de vivida.
Talvez crescer
não seja arrancar máscaras,
mas deixá-las cair
quando já não são precisas.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.