Não é a mentira que vence,
é o silêncio do pensamento;
quando perguntar cansa,
quem responde alto parece sábio
e duvidar dói,
e quem promete alívio parece justo.
O charlatão não cria o vazio,
apenas entra onde o juízo se ausentou,
a pressa substituiu o cuidado
e a repetição tomou o lugar da prova.
Quem não pensa não escolhe,
reage,
confunde certeza com força,
clareza com simplicidade e verdade com conforto.
E assim entrega o leme a quem fala melhor,
não a quem vê mais longe.
Pensar é um ato frágil, lento
exigente;
mas é o único que impede a inteligência de se ajoelhar.
Porque quando o pensamento falha,
não é a mentira que governa,
é qualquer coisa que se pareça com ela.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.