Nada foi desenhado para ser belo.
Começou simples:
um passo depois do outro,
sem intenção de durar.
Da soma do que veio antes
nasceu forma,
não por milagre,
mas por continuidade.
A ordem não foi imposta,
aconteceu.
Crescer foi apenas
evitar o choque,
abrir espaço,
seguir.
Não há código secreto,
há repetição paciente.
E o espanto surge tarde:
quando percebemos
que o suficiente, mantido no tempo,
aprende a parecer harmonia.
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