Não foi crueldade,
foi procedimento;
a mão hesitou,
o ouvido ouviu,
mas a ordem falou mais alto.
Ninguém disse
“quero ferir”,
disseram apenas:
“mandaram-me continuar”.
O mal não gritou,
assinou formulários,
e assim se aprende o perigo maior:
quando a consciência
espera autorização.
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