Há em mim
um íman
voltado para o fundo.
Não é sede de queda,
antes curiosidade sem corrimão;
desejo de ver
até onde a luz aguenta.
O abismo chama
sem levantar a voz,
promete apenas verdade;
isso basta.
E eu vou,
mesmo sabendo
que certas perguntas
cobram caro
a quem insiste.
O perigo raramente me empurra;
sou eu que avanço,
confundindo instinto
com coragem.
Depois volto,
não ferido pelo fundo,
mas pela conta
feita em silêncio.
Não é o abismo que me julga;
sou eu
que aprendo tarde
onde devia ter parado.
Ainda assim,
há dias
em que prefiro pagar
a não ter ido.
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