Os que prometem o paraíso
falam sempre em nome de outros.
Têm planos,
mapas limpos
e futuros sem falhas.
Mas, para lá chegar,
é preciso corrigir pessoas,
endireitar vidas,
calar desvios.
O inferno começa assim:
não com ódio declarado,
mas com certezas absolutas
e pressa de salvar.
Onde tudo é prometido,
nada pode respirar.
E o paraíso adiado
cobra sempre
o corpo de outros.
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