Onde o amor basta,
o poder não encontra lugar.
Não há vontade de se impor
quando o vínculo sustém
o que é vulnerável.
O poder surge depois,
como substituto:
organiza,
controla
e decide o que o amor
não conseguiu cuidar.
Não nasce da força,
mas da ausência.
Amor e poder
não disputam o mesmo centro;
um aparece
onde o outro falhou.
Cada um denuncia
a falta do outro.
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