Há crenças que não procuram verdade,
procuram abrigo.
Quando o mundo contraria,
a mente não cede;
adapta a paisagem
para não ruir.
A contradição não quebra o ídolo;
refina-o,
dá-lhe novas razões,
novos nomes,
novas defesas.
Não é ignorância,
é identidade;
abandonar a certeza
seria abandonar-se.
Por isso a razão falha
não por ser fraca,
mas porque pede coragem
onde a alma prefere segurança.
E talvez o maior risco humano
não seja errar,
mas confundir sobrevivência
com verdade.
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