O Homem já fez tudo:
apagou, saqueou, matou,
e chamou progresso ao crime.
E ainda assim,
há aqueles que olham
sem anestesia,
que recusam o silêncio;
não normalizam o intolerável.
Não salvam o mundo,
mas erguem limites invisíveis,
delimitam onde ainda existe humanidade.
Não é esperança,
é lucidez com ética:
pequena, discreta, suficiente
para impedir que o mal se torne absoluto.
A história mostra o pior,
mas também mostra
quem resiste, nomeia o injusto,
recusa simplificar o sofrimento,
mantendo inteiro
o que resta de humano.
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