Não falo do que sei,
mas do que procuro,
e pergunto não para vencer,
mas para abrir fendas
naquilo que parece firme demais.
O sábio não acumula respostas;
desocupa-se delas,
carregando o espanto
como método.
Há quem confunda
voz com verdade,
segurança com razão,
e caminhe inteiro
dentro de um erro bem vestido.
Eu prefiro a falta,
o intervalo,
o não saber
que escuta.
Porque é aí,
onde a certeza falha,
que o pensamento
começa a respirar.
Não sei,
e nisso,
pela primeira vez,
não minto.
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