Há um pensamento
e depois
alguém que o observa passar.
Não para o julgar,
mas para reconhecer
o caminho que ele escolhe.
A mente fala,
mas há um ponto mais fundo
onde a atenção não fecha.
Ali percebe-se
quando a ideia nasce do medo,
a certeza é só defesa,
e o silêncio é mais lúcido
do que a resposta pronta.
Pensar nunca é imobilidade.
Pensar sobre o pensar
é perceber
para onde se está a ir.
Não é domínio,
é permanecer sem controlar.
É esse intervalo,
entre o impulso e o movimento,
que nos devolve escolha.
E talvez consciência seja isso:
não impedir o pensamento,
mas acompanhá-lo
sem desaparecer dentro dele.
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