O poder
já não ocupa palácios;
corre por fios,
entra em tudo,
habita sistemas.
Não precisa mandar;
mede, prevê, corrige.
Cada ação vira dado,
cada dado, recurso,
cada recurso, lucro.
Chamam-lhe eficiência,
mas é vigilância
com boas maneiras.
Não nos tomam a força;
tomam nosso rastro.
E quando percebemos,
a vida já foi consumida
antes de ser vivida.
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