Chamaram-lhe Tebas,
mas podia chamar-se
qualquer lugar onde dois corpos
decidem não fugir.
Não marchavam por glória,
nem por bandeiras,
marchavam porque alguém os esperava
na mesma linha de risco.
Ali, o amor não era refúgio,
mas exposição,
e amar era ficar
quando o instinto manda recuar.
Não juravam vencer,
juravam não abandonar,
e isso bastava
para sustentar o chão.
O mundo ainda não sabe
o que fazer com este pacto:
uma coragem que não nasce do ódio,
uma força que não precisa de inimigos.
Talvez Tebas não tenha caído;
talvez tenha ficado em falta.
Porque ainda hoje falta um lugar
onde o vínculo seja mais forte
do que o medo,
e lutar signifique
permanecer ao lado,
não acima,
não contra,
mas junto.
Enquanto esse lugar não existir,
Tebas não será passado,
será ausência.
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