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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Bando

Chamaram-lhe Tebas,

mas podia chamar-se

qualquer lugar onde dois corpos

decidem não fugir.

 

Não marchavam por glória,

nem por bandeiras,

marchavam porque alguém os esperava

na mesma linha de risco.

 

Ali, o amor não era refúgio,

mas exposição,

e amar era ficar

quando o instinto manda recuar.

 

Não juravam vencer,

juravam não abandonar,

e isso bastava

para sustentar o chão.

 

O mundo ainda não sabe

o que fazer com este pacto:

uma coragem que não nasce do ódio,

uma força que não precisa de inimigos.

 

Talvez Tebas não tenha caído;

talvez tenha ficado em falta.

 

Porque ainda hoje falta um lugar

onde o vínculo seja mais forte

do que o medo,

e lutar signifique

permanecer ao lado,

não acima,

não contra,

mas junto.

 

Enquanto esse lugar não existir,

Tebas não será passado,

será ausência.

 

 

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