Não é grandeza o que se vê,
é birra com bandeira,
poder a brincar com fósforos
num mundo saturado
de gasolina.
Querer ser dono do mapa,
riscar fronteiras com o dedo,
como se vidas fossem peças
num jogo,
em que só um joga.
Não se pensa no depois,
nem nos restos,
nem em quem junta
os escombros.
Chama-se força ao excesso,
estratégia ao impulso,
liderança ao ego
que nunca aprendeu limite.
Mas o mundo não é brinquedo,
nem palco privado
para fantasias imperiais
de uma infância
sem remendo.
E enquanto um homem
confunde vontade com destino,
o planeta prende a respiração,
sabendo que basta um capricho
para tudo ruir.
O verdadeiro perigo
não é a maldade consciente,
mas a irresponsabilidade
com poder absoluto
nas mãos.
Porque impérios
não caem só por ódio;
caem quando são guiados
por quem nunca soube
o que é cuidar.
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