O silêncio não é vazio,
é quando o excesso recua,
e nada entra,
e por isso algo se organiza.
O cérebro não dorme;
rearruma-se.
Circuitos procuram lugar,
memórias assentam,
os ruídos cessam de mandar.
Não é milagre,
nem cura instantânea:
é condição.
Num mundo que insiste em estímulo,
o silêncio não falta,
resiste.
E nesse intervalo discreto
a vida encontra
outra forma de continuar.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.