A solidão é refúgio
onde o excesso abranda
e o coração se recompõe.
Não pede explicações,
não exige máscaras,
nem disputa atenção.
Não nasceu para ficar;
é banco à sombra,
não porta fechada.
Serve para respirar,
ouvir-se,
recompor o gesto.
Quando for tempo,
levanta-se,
sem pressa,
sem fuga,
e volta ao mundo
com menos medo,
mais verdade.
A solidão é descanso,
não morada permanente.
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