O que sabemos cabe na mão;
uma gota clara que brilha porque é pouca.
O resto não é erro,
é vastidão;
silêncio profundo
onde as perguntas respiram
mais do que as respostas.
O problema não é ignorar,
é esquecer o tamanho do mar
e começar a falar como quem mede tudo.
A ciência avança quando admite a margem
e a sabedoria começa quando não confunde
a gota com o oceano inteiro.
Há quem se afogue
por acreditar que já chegou,
e há quem navegue
porque sabe que nunca chegará por completo.
Conhecer não é fechar,
mas sim aprender a flutuar no que não sabemos.
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