Quem não estuda história
caminha em círculos
sem saber porquê.
Repete erros
como se fossem novidades,
confunde crença com verdade,
força com razão.
Mas há outra condenação
menos falada;
a de quem estuda.
A de quem reconhece os sinais,
os discursos reciclados,
as promessas antigas
com nova maquilhagem.
Esses não repetem a história,
assistem.
Veem-na regressar
pela mão de quem não quis aprender,
e sentem o peso inútil do aviso
que ninguém pediu.
Saber não protege do dano,
apenas retira a inocência.
E assim a história volta
não por destino,
mas por desleixo.
Não porque seja inevitável,
mas porque a memória
continua a ser
um esforço que poucos aceitam.
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