A solidão não é falta,
é espaço.
Nem todo o corpo preenche,
nem toda a voz acompanha.
Há presenças que invadem sem chegar,
que falam sem tocar.
Prefiro o meu silêncio inteiro
ao ruído de quem permanece
por medo de estar só.
Não me roubes a solidão
se não souberes sentar-te nela comigo;
sem pressa,
posse,
distração.
Porque estar junto
não é ocupar o lugar do outro,
é tornar o espaço habitável.
E há solidões que são dignas demais
para serem interrompidas
por quem não sabe ficar.
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