O dia abre
sem prometer nada.
O quarto não muda.
O corpo está
onde ficou.
Nenhum sinal
chega.
As coisas permanecem:
uma mesa,
um copo vazio,
luz sem direção.
O tempo passa
sem alterar o contorno.
Não há voz
que nomeie outro lugar.
E mesmo assim
o que existe
não desaparece de imediato.
E nada o toca.
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