À medida que um corpo cresce,
o espaço à volta
começa a estreitar.
Não pelo movimento,
mas pelo modo como é visto.
O receio chega antes do impacto,
instala-se nas vigilâncias,
nas distâncias,
na forma como uma presença
passa a ser medida.
Há forças
que se tornam ameaça
antes de tocar o chão.
E há muros
erguidos contra o futuro,
como se a mudança
pudesse ser contida.
O confronto começa, às vezes,
quando dois movimentos
aprendem a observar-se
como inevitáveis.