É por aqui que caminho.
Há uma luz breve
nas mãos,
que suspende o tremor dos dias.
Se vindes
à procura de abrigo,
encontrareis
o que ainda resiste.
Mas sobre o mundo
pesa uma sombra ativa,
a infiltrar‑se nas horas
e a curvar o peito.
Há dores maiores que a nossa
a atravessar o ar,
sem nome.
A cura começa
quando o olhar não cede,
quando a mão reconhece
o que devora o mundo,
quando recusamos
quem vive
do desgaste das vidas.