Caminhou
como quem
espera
uma nascente.
Bebeu
em muitas
mãos.
Nenhuma
lhe matou
a sede.
Não
porque
faltasse
água.
Mas porque
procurava
um rosto
onde
o mundo
repousasse.
Aprendeu
que ninguém
transporta
inteiro
o abrigo
que imaginamos.
Mesmo assim,
não voltou
atrás.
Há passos
que deixam
de procurar
um paraíso
e passam
apenas
a merecê-lo.