Perguntas sem resposta
abrem frestas no muro.
Passa por elas
um vento sem nome.
Respostas fechadas
erguem-se sólidas,
mas o que nelas entra
já não se move.
A dúvida não falta.
Mantém aberto
o que não terminou.
Há certezas
que ocupam o lugar
do que podia mudar.
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