A luz insiste
como quem erra o nome.
Nada responde.
O corpo ficou aqui,
como um objeto esquecido.
Respira.
Ainda acontece.
Há um quase:
quase levantar,
quase dizer.
Mas o quase
não pesa.
É só
um começo que se desfaz
antes de existir.
E assim o dia atravessa,
raso,
como o que não encontra rosto.
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