No caminho,
uma sombra atravessa a relva.
Mais abaixo,
a terra abre-se
em galerias frágeis.
Um passo aproxima-se.
O solo cede
onde não chega.
Um bico desce
e interrompe
o que não se expunha.
Uma massa atravessa o campo
sem tocar a luz.
Mas tudo o resto
desloca-se antes.
O ar move-se primeiro.
Acima,
o céu mantém-se amplo.
Abaixo,
o espaço reduz-se
até ao limite.
Nada muda de forma.
Só a medida
em que cada coisa alcança.
Já não há centro.
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