Não começa com um corpo,
mas com um papel.
Um nome é escrito
onde não esteve.
Outro é retirado
sem rasto.
Fica a linha certa.
Fica o lugar ocupado.
Diz-se que não houve
e passa a constar.
Uma cadeira vazia
é afastada da mesa.
A porta fecha
sem ter sido usada.
O que não fica
é dado como terminado.
Alguém cresce
com um lugar certo,
sem saber de onde vem.
Alguém fica
com um espaço que não cede.
Os anos passam.
Mas há coisas
que não regressam
porque nunca saíram.
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