Há sistemas
que registam presença
como ameaça anterior.
Não há presente:
há repetição indexada,
eco catalogado
em tabelas de erro.
Continuidade
não reconhece,
não por falha,
mas por desenho.
O que não varia
não emerge,
permanece abaixo
do limiar de leitura.
Estabilidade
é ruído nulo.
Persistência
é silêncio técnico.
O sistema mede desvios,
não estados.
Procura diferença,
não existência.
Assim,
o que permanece
não altera
o estado,
e por isso
não existe
para quem só calcula mudança.
Mas há um resto:
um desvio
sem registo.
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