Falam
em tempos desencontrados.
Quando repetem,
não dizem o mesmo.
Há sempre uma frase
que fica de fora
e volta incluída noutro sítio.
Mais tarde,
surge noutra sala.
Ninguém corrige.
Continuam.
As versões aproximam-se,
mas não coincidem.
Uma palavra permanece
fora do lugar.
É aí
que a confiança descontinua.
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