Há uma ferida
por baixo dos passos.
Nenhum caminho
aprende o meu peso.
À noite imagino paredes,
um lugar onde o vento
não atravessasse o corpo.
Mas o dia abre‑se sempre
como rua sem margem.
E sigo entre rostos
que se acendem e se apagam,
movido pela corrente
que me percorre sem ficar.
Sem comentários:
Enviar um comentário